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Para especialista internacional, fintechs de economias emergentes são mais inovadoras que as da Europa e EUA. Saiba mais


A indústria financeira passa por uma grande transformação em todo o mundo. É impossível não notar as mudanças trazidas pelas fintechs. Para a especialista Devie Mohan, co-fundadora e CEO da BURNMARK, tal revolução não é exclusividade de grandes centros como Vale do Silício, Londres ou Singapura. “As fintechs das economias emergentes [como do Brasil] são hoje muito mais inovadoras e perturbadoras do que as startups da Europa e da América do Norte”, afirma.

Devie Mohan é membro do painel Think Forward Initiative da instituição financeira ING GROUP, está ativamente envolvida na comunidade fintech na Europa (em especial, em Londres) e foi listada no top 10 do Fintech Powerlist do jornal CITY A.M. e também na FinTech Power Women List da INNOTRIBE. Em outubro, ela estará no Brasil para 13ª edição do Congresso C4, mas antes bateu um papo com a equipe da FS Academy e do FintechLab. Leia a seguir a entrevista na íntegra.

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Com o Brexit, você acredita que Londres pode perder o lugar entre os principais hubs de fintechs no mundo?

O Brexit é de fato uma ameaça para o crescimento de Londres em startups e investimentos em fintechs. Acredito que continuará a ser um dos maiores centros globais de fintech, mas podemos ver impactos nos investimentos e lançamentos já no curto prazo. A indústria fintech não está mais restrita a alguns grandes centros globais.

 

É possível destacar outros hubs que tendem a se despontar na Europa?

Devie Mohan: Estamos vendo o surgimento de grandes ecossistemas de inovação em diferentes partes do mundo. Na Europa, vejo Berlim, Estocolmo e Amsterdã emergindo como fortes defensores da coroa de Londres. Paris e Frankfurt começam a mostrar sinais de criação de ecossistemas em torno de inovações bancárias, devido ao Brexit.

 

Como o PSD2 (nova legislação para o mercado financeiro europeu) muda a indústria? Como impacta a indústria financeira e outros mercados?

Devie Mohan: O PSD2 e o Open Banking em geral são uma das melhores coisas que podem acontecer para as fintech – isso abre grandes oportunidades de colaboração para que os bancos trabalhem com fintechs e vice-versa. Os dados, para mim, são a moeda mais importante – quanto mais compartilhamos, cada vez mais, cada pessoa pode inovar melhor e mais rápido. A abertura dos dados pode ajudar os bancos a inovar muito mais rápido e oferecer muito mais para o consumidor final. No entanto, há muito trabalho a ser feito em torno do PSD2. Mesmo que os elementos de compartilhamento de dados sejam interessantes, ainda temos muito a entender e implementar em sua infraestrutura, diretrizes de privacidade e contratação.

 

As Big Techs têm se inserido cada vez mais no cenário financeiro. Como você vê este movimento frente à indústria tradicional?

Devie Mohan: O que Amazon, Google e Facebook fizeram nos últimos 10 anos tem sido incrível. Eles emergiram para serem fortes proprietários de clientes e constituíram uma ameaça direta à existência de várias grandes empresas, inclusive bancos. E várias empresas de tecnologia que são startups agora estão crescendo tão rápido que estariam nesta liga em mais alguns anos. O surgimento dessas Big Techs forçou as empresas tradicionais a oferecerem uma melhor experiência aos seus clientes e a mais transparência nos preços. A simplicidade da UI está sendo emulada pelos bancos ao criar novos produtos digitais. Os chatbots do Messenger do Facebook estão sendo implementados para lidar com o serviço ao cliente. Quase toda a inovação que está ocorrendo hoje com os bancos tradicionais foi impulsionada pela mudança das expectativas dos clientes devido a essas empresas de tecnologia avançada.

 

O que você destaca como as principais tendências para as fintechs?

Devie Mohan: Trata-se de um grande processo disruptivo, o que significa que começaremos a ver o impacto dessas tecnologias somente no médio a longo prazo. Distributed Ledgers têm sido um tópico quente em fintech há cerca de dois anos, e vimos alguns casos de uso interessantes emergentes usando tal tecnologia. Os casos de uso de AI e de Machine Learning são bastante novos – há implementações com bots de clientes e back-end bots (que processam enormes quantidades de dados rapidamente), que são tendências importantes. Estou mais entusiasmada com o Open Banking no curto prazo, porque eu realmente acho que a colaboração é o caminho a seguir na indústria.

 

O que acha do movimento dos ICOs (Initial Coin Offers)? É algo que tende a se perpetuar?

Devie Mohan: Ainda não me deparei com as ICOs. É definitivamente uma maneira inovadora de angariar fundos, mas também me preocupo com a falta de entendimento e orientação regulatória por trás disso. Eu acho que teremos que esperar e assistir.

 

Quais as principais diferenças que você enxerga entre o ecossistema de inovação em países do primeiro mundo versus países emergentes?

Devie Mohan: Acho que as fintechs das economias emergentes são hoje muito mais inovadoras e perturbadoras do que as startups da Europa e América do Norte. Algumas das inovações emergentes da África, partes da Ásia e partes da América Latina são verdadeiramente inovadoras e algo que talvez nem tenhamos pensado em Londres ou Nova York. Isso ocorre porque são soluções construídas para sustentabilidade e escalabilidade. Um empréstimo ou solução de pagamento em países emergentes geralmente atendem clientes severamente rurais ou remotos, bem como para clientes urbanos e digitais. É um terreno intermediário difícil de encontrar e as startups desses países estão navegando com sucesso.

 

Então, vamos passar a ouvir mais sobre elas?

Devie Mohan: Sim. A única razão pela qual não ouvimos muito sobre elas é devido à falta de acesso a investimentos e mentoria da maneira que temos em Londres, Singapura ou Vale do Silício. Mas isso está mudando rapidamente.  Gasto a maior parte do meu tempo falando com fintechs de regiões emergentes ao invés de centros estabelecidos.

 

Você estará no Brasil em outubro para participar do Congresso C4. Qual é a sua expectativa?

Devie Mohan: Para mim, será uma grande oportunidade de aprendizagem, pois será o meu primeiro evento no Brasil. Eu quero entender o “mundo fintech” brasileiro e aprender sobre inovações de bancos e startups. Eu também espero compartilhar meus conhecimentos e aprendizagens das outras regiões com as quais trabalho. Estou realmente ansiosa para palestrar no evento e fico à disposição das fintechs e empresas brasileiras.

 

Participe da 13ª edição do Congresso C4 e interaja com a Devie Mohan e com mais de 40 especialistas atentos à transformação digital da indústria financeira. Clique aqui 

 

 Caso você tenha uma fintech recém-criada, inscreva-se gratuitamente na 2ª edição do Fintech Challenge e concorra a prêmios exclusivos da B-Hive, plataforma de inovação colaborativa apoiada por todos os principais players financeiros da Bélgica.   

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